Depois de curtir, confesso, é verdade, os Jonas Brothers na Praça da Apoteose, eis que surge um novo programa de pai, ou no idioma em questão, “programa de padre”. E agora também de tio…
Sucesso absoluto em vários países da América Latina, a novela teen venezuelana, Isa TKM, produzida pela Sony Pictures Television para a Nickelodeon Latinoamérica é um fenômeno de audiência e uma febre entre os pré-adolescentes, mobilizando jovens no Brasil, Argentina, Equador, Colômbia, México, Venezuela e Estados Unidos.
Isa TKM conta a história do primeiro amor e mergulha nas aventuras, sonhos, fracassos e triunfos de crianças e pré-adolescentes. As aventuras de Isabella – Isa (Maria Gabriela de Faria) e Alex (Reinaldo “Peche” Zavarce) e sua turma, são recheadas de muita cor, música, dança e humor.
Até parece que eu acompanhei os 105 capítulos da primeira fase da novela, que vai chegar à TV aberta em outubro, na tela da Band. Que nada. Eu apenas li um pouco sobre a história e tirei minhas dúvidas com ninguém menos que minha filha, uma fã da Isa e do Alex (que ela faz questão de dizer que é “Alecssi”), a Bia, na doce inocência dos seus 10 anos.
Bom mas se você já leu alguns dos textos anteriores, deve estar se perguntando por que a narrativa de mais um programa de pai ainda não começou. Bom, é que a coisa já se inicia com um mico. Entro no táxi para levar a Bia e a Luiza, a priminha loura, inteligente (sim, elas existem) e linda da minha filha, ao Vivo Rio pra ver o show da Isa TKM. O motorista olha pra minha cara e pergunta: “Flamengo?” A ficha não cai e indignado, respondo: “Fluminense”. E o pior, ou melhor, era que o taxista também era tricolor… Mas deixemos o futebol de lado, até por motivos óbvios.
A chuva caia fininha durante o caminho. Chegamos ao Aterro do Flamengo. Que bom, a garoa deu uma trégua.
Mal descemos do táxi e os camelôs já nos vendem de tudo: camisetas, bandanas, munhequeiras, chaveiros, fotos e muitas coisitas mais.
Procuramos a entrada dos camarotes, já que não aceitei a sugestão das minhas pré-adolescentes de ficar na pista.
Ao chegar, depois de alguns lances de escada, encontramos o camarote BB-42, lá em cima e bem central, com um casal e sua filha. Antes do meu protocolar “boa tarde”, as meninas já estão se enturmando. Sigo o exemplo delas e também tento me aproximar. Por sinal, o casal era pra lá de simpático. Daniel, um advogado com cara de engenheiro, e Laura, uma jovem senhora bastante animada, eram os pais da pequena Bruna, que já ostentava a bandana, munhequeira, botom e a camisa oficial do show.
“Pai, falta quanto tempo?”
“Tio, falta quanto tempo?”
Quinze minutos, respondo. Na verdade, o espetáculo começou com uns 20 minutos de atraso, mas antes, outros simpáticos personagens adentram o BB-42: Solange, outra jovem e simpática senhora, acompanhada de Manuela, Manu, sua filha.
Primeiro sinal. Segundo sinal. Terceiro sinal. O show tem que começar. As quatro meninas já não aguentam mais a ansiedade. Vão para a frente do camarote para ver e dançar melhor. Não por acaso, o espetáculo foi aberto com um convite: “vem a bailar”. E as nossas pré-adolescentes bailaram ao som dos jovens venezuelanos.
Como prova de boa diplomacia, Isa entra com a bandeira do Brasil e Alex com a camisa da seleção canarinho. Aliás, o rapaz até lembrou os “três a uno” da nossa seleção em cima da Argentina e chutou uma bola para o público.
O show, bem o show levou os pré-adolescentes à histeria coletiva. O barulho deles, principalmente delas, em esmagadora maioria, era ensurdecedor.
A, mais ou menos, uma hora e meia, com direito a um intervalo, teve muita dança, cor, humor, música em play-back e cenas com diálogos em português resumindo a trama da novela.
A proibição de fotografar ou filmar foi solenemente ignorada. Afinal, quem não tem digital caça com celular.
Intervalo. As meninas trocam telefones e e-mails. A Bia reconhece uma pré-adolescente ilustre na platéia. “Pai, aquela não é a filha do Didi?” Lá estava Livian Aragão, filha de um ídolo da minha infância, o doce trapalhão, Renato Aragão.
Para a alegria geral, os 15 minutos de intervalo terminam e o espetáculo continua. Aí que começo a entender a tal história e porque a personagem Cristina era sempre vaiada pelas meninas quando entrava em cena. Ela teve a ousadia de se colocar no caminho do romance entre Isa e Alex.
E eu já estava no clima da festa e confesso, me emocionei com a canção que considerei a mais bela das apresentadas pela turma teen. Uma melodia que falava de amizade e que tinha o seguinte refrão original:
“Amigos como tu, hacen mejor la vida
Curan heridas,son de verdad
Amigos como tu, nos traen alegria
Y eso cada dia, le da luz a nuestra amistad.”
No final, Isa e Alex começam o namoro e vencem um concurso de bandas de rock. Acho que já vi essa história em algum lugar… Mas a turminha super-animada pede bis e é atendida com o tema de abertura da novelinha.
Despedidas e combinações (agora dos adultos) de novos programas juntos. Para as meninas, a expectativa por mais um sucesso das telas de TV: Isa TK+.
Até o próximo ano, Isa e Alex.