Quatro jogos emocionantes. Bem… Um deles, nem tanto. E o pior é que foi logo o do Brasil, decepção menor apenas que a Argentina. Meus dois favoritos para a final caíram nas quartas. Os hermanos de quatro, num verdadeiro chocolate alemão. Alemanha que perdeu um dos seus principais jogadores para a semifinal, o ótimo Thomas Muller, aliás, parece tradição germânica ter um Muller bom de bola em suas seleções, mas, em minha opinião, é a grande favorita para vencer, não só a semi, como a Copa.
Se a Argentina perdeu para o melhor time do mundial e de goleada, sendo, pasmem, recebida por milhares de argentinos no aeroporto de Ezeiza, o Brasil foi derrotado pela pior Holanda desde 74. Um time muito correto taticamente, mas com apenas dois ótimos jogadores (Robben e Sneijner) e um goleiro muito seguro. O Brasil foi o médico e o monstro. Um primeiro tempo de dar gosto e um segundo de dar desgosto. A Holanda poderia ter sido liquidada nos primeiros 45 minutos e ficamos só no 1 a 0. No segundo tempo, os laranjas adiantaram a marcação, o Brasil deu um gol de graça, numa falha lamentável do “melhor goleiro do mundo” e perdeu a cabeça. Tanto que uma zaga de jogadores com mais de 1,80m, como Lúcio e Juan, conseguiu tomar um gol, em jogada manjadíssima, de um baixinho de 1,70m, que nunca tinha feito gol de cabeça. Sneijner de 2010, não sei por que, me lembrou o Zidane de 98. Zidane que também nunca havia marcado de cabeça em sua carreira.
Bom, mas o consolo é que, finalmente, enterramos a era Dunga. Agora, já era, Dunga. Descanse em paz no seu merecido ostracismo. Mas não é somente a era Dunga, mas o que tinha que terminar no futebol brasileiro era a era Teixeira. Com ele no comando disputamos seis Copas e ganhamos só duas, os clubes, com raras exceções, estão todos falidos, e os craques pouco tempo ficam no País. E esse senhor feudal do futebol brasileiro quer se aboletar na presidência da FIFA. Vade retro, Satanás!
O Brasil de Dunga e a Argentina de Maradona decepcionaram. Parabéns aos uruguaios e paraguaios. A Celeste, No jogo mais dramático e épico da Copa, sem trocadilho, jogou com gana e bateu Gana nos pênaltis. Isso antes de uma partida em que as duas seleções se entregaram de corpo e alma, e com o lance que vai entrar, aliás, já está na história das Copas: um pênalti perdido aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação. Luizito Soares, de artilheiro a goleiro, e de vilão a herói em poucos segundos. Asamoah Gyan, de craque e artilheiro a perna-de-pau e vilão, na velocidade da luz. Confesso que, mesmo tendo uma origem africana, torci (e muito) pelo Uruguai e vou torcer na semi, embora ache difícil, não pela força da Holanda, mas pelos quatro desfalques (Suarez, Godin, Lugano e Fucile) que a Celeste vá à final. Mas com a raça e a mística dos orientais não se brinca nem se duvida…
O Paraguai jogou melhor, fez gol legal mal anulado pelo péssimo juiz e mereceu vencer a badalada e pouco convincente Espanha. Cabañas é óbvio, fez falta. Mas o que faltou mesmo foi alguém como Romerito para pensar, cadenciar o jogo e colocar os guaranis na cara do ótimo goleiro Casillas.
Palpites? Vou dar. Mesmo correndo o risco de ser um Mick Jagger blogueiro: Alemanha e Holanda (espero errar, pelo menos na Holanda…). Mas, por merecimento, pra mim, essa Copa deve ser comemorada com muito chope e chucrute.
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